Luta armada

É tarde. A noite serenou e meu filho já dorme quieto. Fez-se a hora das revoluções. Enquanto o demônio me atenta contemplo sozinho o cálice de vinho do Porto. Imagino batalhas. Avanço sobre esquinas por entre barricadas. Levanto uma bandeira rubra como o sangue. Inspiro multidões. Com olhos mareados, discurso palavras de esperança entre velhos e crianças. Me armo de idéias e punhais, ambos afiados. Organizo as fileiras, repasso as instruções. Dou o sinal, a senha para a luta armada. E quando está tudo pronto para o levante, me vejo sentado na sala entre o vinho do Porto e a revolução. O diabo é que sempre tem um vinho do Porto.

0 Replies to “Luta armada”

  1. Ahhhh, paisano, questo è ciò che io chiamo pura provocazione!

  2. Tim Tim… E vida o vinho!

  3. Ma che del vino che nulla, bella ragazza!

    É chachaça no quengo mesmo, nêga!

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