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  1. Êta, estradão medonho, sô! O que a distância num faz num vinvente, hein?! Fiquei também inspirado, até me deu vontadede soprar esta:

    “Co’a mão na direção;
    os pé nos pedal,
    acelerando no laderão,
    a carreta véia.
    Vou descendo na banguela,
    tudo vai passando tão pressado,
    na saudade que nunca finda.
    Nas minha venta,
    o cherinho doce e amantegado
    da gasosa, dos pneu,
    dos cabelo, e dos dois seio,
    sem falar do seu pecado.
    No estrado fica tudo amistarado.
    Que saudade de ocê bela.”

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