Crônicas da Copa – Sobre dificuldades e motivações

Estão definidos os semifinalistas da Copa. Alemanha, Argentina, Brasil e Países Baixos terão mais dois jogos cada para disputarem o título. Qualquer um deles chegará ao topo sem apresentar uma campanha imbatível ou que encantasse por seu futebol.

A Alemanha vem com um time entrosado e tarimbado, mas empatou com Gana, ganhou da Argélia no sufoco da prorrogação e venceu a França nas quartas de final por apenas um gol. A Argentina tem Messi, mas não convenceu em nenhuma das apresentações, culminando com vitórias magras de um gol de diferença. Os Países Baixos de Robben conquistaram a vaga na semifinal após uma padecida disputa de pênaltis com Costa Rica na tarde de hoje. Já o Brasil, que já teve Neymar, todos conhecemos, fez uma copa sofrida, com disputas acirradas e muitos sustos. Nenhum bicho-papão. Times bons, mas nada que desequilibre demais o jogo.

Nenhum deles pode se dizer favorito. Mas todos têm suas motivações. Os Alemães estão desde 1990 sem uma Copa. O jejum argentino é um pouco maior, vem desde 1986. O Brasil é o campeão mais recente, mas está em casa, onde nunca ganhou, e quer muito aliviar a pressão natural sobre o anfitrião. Já os neerlandeses foram três vezes vice-campeões e esperam pelo título inédito. Para todos é questão de vida ou morte.

As duas partidas de semifinal prometem. Brasil e Alemanha reeditam a final de 2002. Argentina e Países Baixos a final de 1978. São partidas para ficar na história. Jogos equilibrados que têm tudo para se transformarem em bons espetáculos. Dignos dessa copa surpreendente, animada e rica de resultados.

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