Rurais XII

 

Existe um ribeirão
Que corre para o norte
Contornando as pedras
E o relevo de sua própria sorte

Transpondo pontilhões
Desenhando grotas na terra
Assim segue o ribeirão
Que desce da serra

Entre os salgueiros debruçados
Vai o ribeirão se marejando
Na sombra da tarde calma

Sem saber que ao chegar
Ao fim dos caminhos e ao mar
Encontrará enfim sua alma

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